Quero escrever, quero libertação, quero harmonização, quero paz e quero paixão. Ainda vou encontrar aquele que será o causador das melhores sensações.Não gosto do tempo, pois me sinto uma verdadeira jangada quando estou à deriva da mesma; Não sei pra onde ir, não sei o que realizar, não sei se devo remar ou continuar parado. O âmago do guerreiro coração me permite sentir que não devo estacionar meus pensamentos, ou seja, seguir devo pela mata a fora que se chama vida e desbravar todos os seus sentidos.
Antes disso tudo o que eu preciso é me livrar das rédeas da infelicidade e conseguir a tão almejada liberdade. O que ainda me consola é que meus pensamentos são infinitos e possuem liberdade a todo instante podendo voar por longínquas paragens num só piscar de olhos.
O Sol que ilumina a negra campina da minha alma e a Luz que rege os verdes pastos de me coração não são capazes de dissipar tudo de ruim que as sombras insistem em dar vida dentro do meu ser.
Posso afirmar que a mesma porteira que abre caminhos para a vitória continua aberta, assim sendo, os inimigos dos meus olhos atravessam esta porteira conseguindo atingir meu coração com algumas lembranças desnecessárias. Tentei regalar, com estas lembranças desnecessárias, o gavião da colina. De nada adiantou, pois depois de muito voar acabou deixando cair sem saber aonde, logo, as lembranças retornaram ao seu dono de origem, ou seja, eu.
O caminho a trilhar é longo; Atrás do monte Tristeza há a campina Alegria. Confesso que galgar esta colina, este monte, é tão difícil quanto entender meus sentimentos. O que ainda me fortalece no intuito de vencer este monte é a recompensa que me espera: Sorrisos e renovação.
Quando a força dos mares inunda meu ser eu consigo trilhar, na bem-aventurança, um caminho de paz; Quando as folhas insistem em cair no decorrer do inverno meu semblante é enegrecido pelo passado já acontecido. Não é difícil de entender, é difícil de me explicar tudo que se passa no meu âmago, no âmago de meu coração guerreiro.
Pretendo esperar a Lua Nova chegar. É nela que os amores se fazem, as flores desabrocham, as folhas nascem e a paz se faz. Que nos Céus seja bem-vinda! Não vejo a hora de caminhar pela orla marítima de minha conturbada vida a luz da Lua Nova.
Posso sonhar com o cair da noite, assim como posso acordar com o amanhecer trazendo o sol, mas posso ficar eternamente em êxtase, hibernando sentimentos e passagens passadas. Não é diferente, é apenas algo fora do cotidiano.
Chega de blasfemar, chega de dormir.
Quando abro meus olhos neste momento vejo o teto do meu quarto cair sobre mim, como a culpa cai sobre o culpado e as flores caem no inverno. Acordar de um pesadelo e lutar por um dia melhor se grita necessário.