domingo, 31 de outubro de 2010


Veja a mulher que existe dentro de mim
E me dê flores não arrancadas do meu jardim.
Se a capacidade humana não vai
Além do incentivo alheio,
Me esqueça e leve as minha flores para outro.
Não aceito brincadeiras, sorrisos
Ou coisas parecidas;
Aceito seu amor, seu dinheiro, sua fama
E suas, suas, flores.
Não desejo receber seu olhar que me repreende,
Pois eu consigo enxergar toda a minha
Fragilidade.
Vai embora de uma vez, só que desta vez
Não conseguirá um ardente beijo
Como da última vez.
Meu corpo pede o seu dentro do meu;
Ingenuidade sua não ouvir tamanho clamor.
Pessoas iguais a você não valem a pena,
Mas seu dinheiro vale.
06543-3!
Deposite seu amor por mim
Em forma de dinheiro nesta conta;
Me deixe ver o quanto valo
Pra você.
E quanto as flores,
Foda-se!

sábado, 30 de outubro de 2010

Eu não sei o que dizer, o que comentar, o que escrever, muito menos o que pensar. Confesso que tem sido difícil caminhar sobre o escuro som que a vida mostra.
Não sei como lidar, como agir nem como imaginar como seria isso tudo, só sei rezar a Deus por uma visão, logo, uma solução. Caminhar cegamente tem sido o mais complicado, mas ainda consigo ver o vulto da Luz que é a meu único incentivo de continuar caminhando e me machucando a cada passo como se pisasse sobre brasas.
Sem freio, sem limites e sem paz eu vou seguindo pela sinuosa e tortuosa estrada, a fim de redimir os erros dos passados. De acordo com o livro Senzala, somos nós que, quando capazes, escolhemos o caminho que devemos trilhar antes de cada encarnação. Sempre brinco com os escolhidos a dedo e de coração, de que quando ia reencarnar e escolher minha estrada, concerteza meu espírito estava embriagado, pois nunca, em sã consciência, escolheria tal estrada sinuosa com curvas capazes de estatelar minha alma contra um grande paredão chamado solidão.
Como nem tudo é sofrimento, um dia eu sorri com o vulto do amanhecer do Sol; Tal sensação desencadeou em mim uma forte cachoeira de esperança que a cada minuto cresce em seu volume de água, água esta que lava a minha mente e tenta me ensinar um jeito de caminhar.
Em certas horas me vejo cego de tanto ouvir conselhos e surdo de nada conseguir enxergar. É complicado descrever, mas me vejo nulo à tanto poder.
Só peço ajuda a Deus para cumprir tudo que escolhi e que para mim há de ser destinado. Devo reclamar menos e caminhar mais procurando pela estrada um colírio de esperança, e se não achar, continuarei à caminhar a fim de conseguir o que muitos não querem que eu conquiste - A vitória.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Perder é fácil? É assim que tenho me sentido. Sei que perder é doloroso, sei que não ser o centro das atenções, no meu caso, é um martírio sem dimensão, sei que perder o espaço conquistado machuca; Também, o meu afastamento não fará falta. Tem certas horas que o anonimato poderia se infundir a mim e ser parte da minha essência. Felizmente, ou não, isso nunca foi possível e nunca será. A perda ensina e o conhecimento afirma!

Existe um balanço aonde consigo ver a cidade, seus distritos, seus feudos, etc. Não sei explicar, mas quando faço a analise mental de minhas atitudes me sinto num balanço; Vou e volto imaginando estar voando sem nem ao menos sair do lugar.
É tão difícil assim ter uma resposta com um por que esclarecedor? Neste momento tem sido impossível. Se eu fizer uma analise agora diria que estou bem e mal ao mesmo tempo. O sorriso fica arraigado apenas com a vontade, não permitindo a sua libertação e, ao mesmo tempo, o mau humor ganha mais espaço no cotidiano.
O que tem me ajudado é fato do desligamento total. Ontem eu me desliguei dos meus deveres, afazeres e obrigações. Entrei na minha mente e vaguei pelos melhores e piores lugares. Confesso que nada ganhei, apenas perdi – Tempo, sendo que eu fiquei bem com o meu interior. Nada de nada me ajuda um pouco.
Afirmo que estou triste comigo mesmo por ter apenas 16 anos e muitas desilusões e uma mente completamente horrenda. Mudar a esta altura do campeonato ainda se faz necessário; O problema é: Como mudar? Pra quem mudar? Pra quê muda? Deixo claro que a resposta ainda não deu sinal de brilho em meio à escuridão.
A minha vida é uma verdadeira oração subordinada, ou seja, dependente de tudo e todos. Por que eu não me torno uma oração coordenada assindética? Livre, independente e sem conectivo; Traduzindo – Sem preocupações. É, infelizmente isso não será possível por enquanto e quanto mais os anos passam vejo essa vida coordenada assindética mais distante de mim. Com o tempo as obrigações aumentam, as responsabilidades triplicam e a consciência pesa cada vez mais.
No meu caso, é só esperar e ver o que dá tudo isso; A única coisa que digo é que eu estou cansado de esperar.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Quero escrever, quero libertação, quero harmonização, quero paz e quero paixão. Ainda vou encontrar aquele que será o causador das melhores sensações.
Não gosto do tempo, pois me sinto uma verdadeira jangada quando estou à deriva da mesma; Não sei pra onde ir, não sei o que realizar, não sei se devo remar ou continuar parado. O âmago do guerreiro coração me permite sentir que não devo estacionar meus pensamentos, ou seja, seguir devo pela mata a fora que se chama vida e desbravar todos os seus sentidos.
Antes disso tudo o que eu preciso é me livrar das rédeas da infelicidade e conseguir a tão almejada liberdade. O que ainda me consola é que meus pensamentos são infinitos e possuem liberdade a todo instante podendo voar por longínquas paragens num só piscar de olhos.
O Sol que ilumina a negra campina da minha alma e a Luz que rege os verdes pastos de me coração não são capazes de dissipar tudo de ruim que as sombras insistem em dar vida dentro do meu ser.
Posso afirmar que a mesma porteira que abre caminhos para a vitória continua aberta, assim sendo, os inimigos dos meus olhos atravessam esta porteira conseguindo atingir meu coração com algumas lembranças desnecessárias. Tentei regalar, com estas lembranças desnecessárias, o gavião da colina. De nada adiantou, pois depois de muito voar acabou deixando cair sem saber aonde, logo, as lembranças retornaram ao seu dono de origem, ou seja, eu.
O caminho a trilhar é longo; Atrás do monte Tristeza há a campina Alegria. Confesso que galgar esta colina, este monte, é tão difícil quanto entender meus sentimentos. O que ainda me fortalece no intuito de vencer este monte é a recompensa que me espera: Sorrisos e renovação.
Quando a força dos mares inunda meu ser eu consigo trilhar, na bem-aventurança, um caminho de paz; Quando as folhas insistem em cair no decorrer do inverno meu semblante é enegrecido pelo passado já acontecido. Não é difícil de entender, é difícil de me explicar tudo que se passa no meu âmago, no âmago de meu coração guerreiro.
Pretendo esperar a Lua Nova chegar. É nela que os amores se fazem, as flores desabrocham, as folhas nascem e a paz se faz. Que nos Céus seja bem-vinda! Não vejo a hora de caminhar pela orla marítima de minha conturbada vida a luz da Lua Nova.
Posso sonhar com o cair da noite, assim como posso acordar com o amanhecer trazendo o sol, mas posso ficar eternamente em êxtase, hibernando sentimentos e passagens passadas. Não é diferente, é apenas algo fora do cotidiano.
Chega de blasfemar, chega de dormir.
Quando abro meus olhos neste momento vejo o teto do meu quarto cair sobre mim, como a culpa cai sobre o culpado e as flores caem no inverno. Acordar de um pesadelo e lutar por um dia melhor se grita necessário.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Grandes são as mudanças, tridimensionais são as decepções. Quando sentimos que não é verdade devemos nos manter distantes ao invés de tentar fazer dar certo.
O vento é um dos maiores, não melhores, mensageiros do divino poder que nos assiste nesta encarnação. Analisar a direção tomada pelo vento é de suma importância.
Escrever é uma arte completa; Não tem arco, nem flecha, apenas sentimento a cada sílaba destilada, seja por veneno ou pela alma.
O mundo dá uma volta completa em 365 dias, já nosso pensamento muda a cada instante. É muito complicado por todas as ideias num só lugar, organiza-las em fila e trabalhar cada uma delas. Requer tempo e paciência; Requisitos básicos cujo não possuo, ainda.
O que me deixa indignado é alteração de muitas pessoas para comigo. No meu lar, neste momento, a protagonista de todos os conflitos é minha mãe. Confesso que é uma barra aturar a mesma ladainha mil vezes; A voz perdida, a chama apagada, a candeia vazia, o coração eruptivo, a vida nula mediante a visão dela, tem me afetado.
Pretendo ser o mais lacônico possível. Não adianta rebater o que a loucura insiste em dar vida. Este presente eu não quero receber! Nem este, nem outros. O silêncio é a melhor forma, só que se calar mediante a estar certo é tão difícil, mas evitar conflitos é melhor. Para isso, é melhor deixar que o silêncio se faça. Deixe que só você saiba quem é o certo e quem é o errado da história.
Insista quando for preciso, lute sempre, vença a vitória quando preciso for e deixe passar os problemas dos outros; Vise você. Faça como eu tento fazer - Primeiro eu, depois eu.