Eu não sei o que dizer, o que comentar, o que escrever, muito menos o que pensar. Confesso que tem sido difícil caminhar sobre o escuro som que a vida mostra. Não sei como lidar, como agir nem como imaginar como seria isso tudo, só sei rezar a Deus por uma visão, logo, uma solução. Caminhar cegamente tem sido o mais complicado, mas ainda consigo ver o vulto da Luz que é a meu único incentivo de continuar caminhando e me machucando a cada passo como se pisasse sobre brasas.
Sem freio, sem limites e sem paz eu vou seguindo pela sinuosa e tortuosa estrada, a fim de redimir os erros dos passados. De acordo com o livro Senzala, somos nós que, quando capazes, escolhemos o caminho que devemos trilhar antes de cada encarnação. Sempre brinco com os escolhidos a dedo e de coração, de que quando ia reencarnar e escolher minha estrada, concerteza meu espírito estava embriagado, pois nunca, em sã consciência, escolheria tal estrada sinuosa com curvas capazes de estatelar minha alma contra um grande paredão chamado solidão.
Como nem tudo é sofrimento, um dia eu sorri com o vulto do amanhecer do Sol; Tal sensação desencadeou em mim uma forte cachoeira de esperança que a cada minuto cresce em seu volume de água, água esta que lava a minha mente e tenta me ensinar um jeito de caminhar.
Em certas horas me vejo cego de tanto ouvir conselhos e surdo de nada conseguir enxergar. É complicado descrever, mas me vejo nulo à tanto poder.
Só peço ajuda a Deus para cumprir tudo que escolhi e que para mim há de ser destinado. Devo reclamar menos e caminhar mais procurando pela estrada um colírio de esperança, e se não achar, continuarei à caminhar a fim de conseguir o que muitos não querem que eu conquiste - A vitória.
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