quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012


Eu sei que o tempo passou, que eu mudei e que agora eu tenho 18 anos. A adolescência acabou e a juventude se iniciou.
A minha adolescência terminou de uma maneira simples diante dos trágicos acontecimentos que houve no decorrer dela. Trágicos em matéria de sentir algo por alguém e não ser correspondido. E a minha juventude chegou, mas eu ainda estou preso em diversas coisas que já tinha dado por superado.
Com a juventude, o meu coração poderia ser trocado e algumas lembranças deveriam ser apagadas de vez. Mas não é assim, não foi assim, nunca será assim. O que eu trago de bom é a minha evolução, por miníma que seja, diante dos fatos do cotidiano. Eu venci coisas que nunca me imaginei vencer, eu fiz coisas que não queria e por não querer acabei gostando; Não vivi, apenas passei o tempo tentando me ocupar com alguma coisa, nem que tenho sido com o sofrimento.
Eu conheci pessoas que nunca imaginei, eu vivi momentos que não queria ter vivido... Eu presenciei muita coisa errada e errei bastante também. Errei pelo simples fato de ser alguém que a sociedade não aceita. "Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais." Já me aceitei mais, já deixei as coisas fluírem com mais naturalidade.
Uma coisa que me causa um profundo arrependimento é a falsidade que cultivei. Agora ela já tem raiz, é uma linda árvore que eu prefiro não cortar. Por pior que ela seja, ela me livrou de boas e poucas situações. Outra coisa que me arrependo é de não dizer "eu te amo". Todos os "eu te amo" profanados pelos meus lábios foram falsos. Eu me tornei um iceberg, uma pedra... Eu me tornei o vento. Assim como o vento, eu estou em todos os lugares, com todos, mas ninguém está comigo. Eu preferia dizer "eu te amo" e sofrer, do que não dizer e continuar sofrendo.
E daí que eu não digo "eu te amo"? E daí que até hoje não apareceu ninguém que eu possa dizer - "Eles não me importam. Quero ser a gente. Você. Isto!"? E daí que eu sou infeliz por isso? E daí? Ninguém tem haver com a minha vida e ninguém tem haver com o modo que eu penso e encaro as coisas.
Aos amigos... Quais? Aqueles se mostraram interesseiros? Aqueles que só sabem falar, mas não sabem ouvir? Aqueles que só sabem machucar e nunca se ferem? Aqueles que eu não tenho? Às vezes dá vontade de falar - "Vai se foder. Você tem dois ouvidos e uma só boca. Deixa eu falar, deixa eu dizer o que sinto, deixa eu compartilhar o meu sofrimento com você, sua vadia, piranha, filha da puta... Vai tomar no cú." Sim, me dá vontade de dizer isso.
Além disso, me dá vontade de destruir todos aqueles que eu considero inimigos. Eu perdoo, mas nunca esqueço o que já aconteceu. Nunca esqueço o nome e nem onde mora. Isso é primordial. Eu ainda vou me vingar de um por um. Só peço a Deus pra não ter que precisar de nenhum desses. Se eu precisar eu posso matá-los. Deus sabe do que eu sou capaz. Deus sabe que eu sou uma farsa e que debaixo dessa pele de cordeiro existe um lobo sedento por dor, por sangue e por morte.
Eu sou assim. Eu sou o polo negativo. Eu sou a vingança.  Eu sou o fracasso. Eu não sou nada... Eu sou uma farsa, eu sou uma máscara.

Nenhum comentário:

Postar um comentário