É difícil aceitar que você não consegue corresponder todas as expectativas que são depositadas em você. É uma sensação de impotência sem dimensão! Olhar nos olhos de quem te deu a vida e perceber que há algo de errado e esse algo errado é você, me causa medo de algo inexplicável. Confesso que é horrível.
Eu não sou doce nem o mais salgado, não sou molhado nem o mais seco, não sou gentil nem o mais arrogante, não amo nem odeio. Eu poderia ficar escrevendo o que sou e o que não sou por horas e mais horas, mas não levaria a lugar nenhum.
Sentir a dor de perder um filho talvez eu nunca saiba, mas eu sei a dor de sentir o peso da esperança sobre mim. Depositam esperanças sobre mim e eu não tenho como corresponder. Em situações de choros, lembranças ou até mesmo desabafos, eu me torno intransigente, seco, duro e não sei o que fazer e nem por onde começar.
Odeio abraços, beijos e altas sensações de alegrias. Por que? Isso tudo vai acabar, isso tudo vai se findar, ou seja, é melhor não ter e nada sentir do que ter e saber que vai acabar. O que não entendem é que eu sou assim. Não sei o por que! Talvez seja pela minha memória falha cujo só lembro das desgraças de meu passado ainda presente.
Eu não queria e nem quero ser assim. Eu quero não ser o banco que recebe esperanças de ninguém, muito menos dos meus pais.
Eu estou me surpreendendo neste momento, pois nunca chorei como a segundos atrás eu estava chorando. É choro de desculpas, ou melhor, de um pedido desculpas a L.R.S.. Sim, saiu da minha alma e principalmente do meu coração.
E mãe (e pai também), eu amo vocês independente do passado que já aconteceu, do presente que grita e do futuro que há de surgir. Me perdoem por não ser o que vocês desejam.
Depois de algumas lágrimas e alguns soluções eu termino essa postagem.
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