Que sempre fui sozinho é fato, mas sempre tive uma mãe e um pai. Gostaria de saber onde eles se enfiaram? Atitudes não tomadas geram dores, talvez, insanáveis.Antes eu era controlado e reclamava, hoje sou largado e continuo reclamando. Não consigo me entender. Estou carente desse amor afetivo que ninguém sabe dar, só meus pais. Cada vez sinto que a distância aumenta mais.
Poderia ter contado toda a verdade na hora; Talvez tal afastamento teria uma justificativa. Menti a mentira e sofro por não ter falado a verdade. A saudade tá gritando, tá doendo, tá machucando.
Hoje contei uma coisa. Nada foi feito, nenhum gesto direcionado. Eu estou vazio, tentando procurar aonde estou. Agora mesmo vi que só sirvo pra solucionar pequenos problemas.
Cansei de ser o técnico! Quero ser o filho amado de outrora. Foi se o tempo em que eu era feliz e não sabia, em que a infelicidade gerava tamanha alegria.
Não quero ser a vítima dos shows protagonizados por eles. Exemplo claro foi o dia que minha mãe soube que eu estava de barba na cara. Ora, por acaso existe barba nos pés? Por favor né.
Eu queria tanto que eles enxergasse que eu não sou mais uma criança. Sou um adolescente necessitado de cuidados, de conversas e de mente aberta.
Detalhe, eles convivem comigo, sobre o mesmo teto, quase 24H por dias e não percebem o que eu preciso.
Não acredito no que leio e vejo, nada pode ser tão perfeito como as revistas afirmam. Queria apenas o apoio, se não, o carinho.
Na minha face está escrito o que eu não consigo entender, mas que o mundo consegue ler e se certificar de que não estou bem a léguas de distância.
Por isso que faço o que faço. É com essas atitudes tão graciosas, pra não dizer ao contrário, que planejo um futuro fracassado; Um futuro sem futuro.
Vozes me irritam, músicas não me consolam, pessoas não me entendem... Não sei aonde estou. Espero que as mudanças ocorram no físico e no espírito.
Graças a Deus, esse mês acaba hoje. Odeio Junho com todas as minhas forças. É, eu odeio. Me encontro louco pra chegue tal semana de férias, tal fim do ano, tal verão.
Além das mágoas do presente e do passado, carrego a dor do presente pro futuro inteiro. Sou traumatizado... Sim, sou. Eu não tenho apoio pra nada. Sozinho eu não vou conseguir.
Gostaria de encontrar um pessoa, não por tesão, que me abraçasse e falasse - Não tenho poder de sanar suas dificuldades, dores e mágoas, mas posso te encorajar, posso te fortalecer quando você necessitar -. Um ser que só existe na minha imaginação.
Raciocinar! Não estou conseguindo, afirmo. Vou continuar assim, até que da minha imaginação se forme realmente quem eu gostaria que existisse. Esperando fervorosamente o entroncamento da vida, aonde as decisões são tomadas sem volta.
Estou debilitadamente debilitado da minha verdadeira realidade. Saber que escolhi tudo isso me poem insano mais do que já sou. Tenho que vencer, tenho que vencer... Por enquanto não sei como.
Vou me afastar de tudo e de todos como tenho feito aos poucos, talvez, nessa hora eu encontre quem eu imagino.
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