quinta-feira, 3 de junho de 2010

O tempo frio, o livro na cabeceira da cama, a coberta gelada e a mente dispersa, me faz lembrar de um passado que criei e que nunca aconteceu. Sorrisos inexistentes, palavras não ditas, gestos não feitos, atitudes que não foram realizadas e sonhos não concluídos. Perco-me na nostalgia de minhas falsas lembranças.
O tempo, mais uma vez, está propicio para lembrar todas as mentiras já ditas. Será que haverá a possibilidade do sol sair em meio à neve? Será que a estrela terá condições de brilhar em meio à névoa?
Tudo se encontra vazio, assombrado pelo frio desolador das ruas desertas, que invade meus pensamentos. Não consigo raciocinar direito, não consigo escolher um final para muitas situações que sucedem em pouco tempo.
Junho... Um mês festivo para tantos e imperdoável para muitos. Festas, comidas típicas, alegrias, danças e muitos sorrisos. Já para aqueles que se encontra sobre o medo do passado vir a tona, Junho é um mês sombrio, onde só a cama, a coberta, a leitura e seus devaneios são seus fiéis companheiros.
Uma coisa que odeio é ficar em casa quando o mundo está vivo lá fora. Nostálgico e só, me observo a ver o tanto de coisas erradas que fiz, o quanto fui burro em certas atitudes e tento imaginar se conseguirei ser diferente, se a felicidade deixará de ser aparente e se amor triunfará sobre todas as coisas.
Digamos que a única coisa boa desta época, quando a solidão lhe faz companhia, é o dinheiro que aparece e se multiplica em questão de segundos. Dinheiro... Ah! Um mal tão necessário para toda a humanidade. Alguns incrédulos de si mesmo, afirmam que o dinheiro traz a sonhada felicidade. Eu com tanto não encontro aonde vende.
Enfim... Desejos, sonhos, metas e tristezas a parte, o frio ainda assola a minha alma. Sol (luz), cadê você?

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