Hoje foi um dia agradável. Praia, sol, inverno. Me refiz hoje. Precisava entrar em contato com a natureza pra recompilar minhas energias. Silêncio. Apenas areia, água e eu. Entrei em contato comigo mesmo. O horizonte fitei, grandes navios avistei. Piratas ou não, eram grandes. Recebi um presente do mar. Senti-me abraçado pelas ondas do mar. Fui envolvido, recebi paz de espírito, alegria pra viver.
Chegando em casa tudo se desmoronou, tudo caiu e se quebrou em mil pedaços. Fechei meus olhos e fitei novamente o mar e a paz se instaurou novamente.
Quero transmitir paz aos que convivem comigo. Paciência é o que me falta. Falta porque ninguém tem para comigo. Cansei de sorrir quando quero chorar; Viver quando quero morrer; Andar quando quero cair.
Não vou pensar em chorar, morrer ou cair. Vou concretizar o sorrir, o viver e o andar. Não vou me envolver nas vibrações negativas que pairam no ar. Infelizmente, sou vulnerável. Qualquer vacilo me vejo cair nas minhas próprias ilusões.
Vou parar de me iludir, sabia? É chato. Nada do que eu falo acontece. Minhas mentiras são tão bem planejadas que passo a acreditar fielmente. Se falo que senti dor, passo a sentir; Cansaço, alegria, paz, ódio. Enfim, finjo sentir o que não senti. É que nem um remédio. Tem curta duração tal satisfação.
Sou pobre de espírito e ganancioso de alma. Pelo menos eu acho. Malandragem? Tento, nem sempre consigo. Se eu tivesse sorte, a megasena seria minha uma vez por ano. Impossível. Não a santo na Terra nem no Céu que me diga os verdadeiros números a ser apostado. Vale também para qual caminho devo tomar. A resposta está dentro de mim, já me falaram isso.
Então. Vou ficar aqui, escolhendo, tentando não olhar pro relógio, decidindo qual caminho trilhar. O rápido sem luz ou o demorado com luz.
Salve a praia, salve o mar, salve o sol, salve a lua. Deus salve.
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